• Iara Rodrigues

Mulheres no Agronegócio - Elas transformando o campo



Um mercado com muita visibilidade e destaque, com serviços e produtos que impactam positivamente no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro.


Quando paramos para estudar um pouco da história do país, podemos observar o tamanho da participação e a importância do agronegócio para a manutenção e estabelecimento dos brasileiros como uma sociedade independente. Relembrando o período da República Café com Leite, quando paulistas e mineiros construíram uma estrutura de poder no revezamento da presidência do Brasil, embasada no domínio de produção de café e grandes fazendas é que temos a certeza de que o agro é, sim, detentor de grande poder comercial.


O agronegócio sendo sinônimo de inovação e tecnologia, conta também com um número considerável de mulheres atuando no ramo, feito este que contou com o auxílio da pioneira e referência Johanna Döbereiner, que ao superar preconceitos de uma era dominada pelo patriarcado, resolveu inovar. Além da quebra do paradigma de ser mulher da agricultura, criticou o conhecido processo de adubação química, apresentando de forma satisfatória o resultado de suas pesquisas sobre uso de bactérias para impulsionar a fixação de nitrogênio na soja que cooperavam com uma produção mais acessível e sustentável.

Em pesquisa encomendada pela ANPII, a empresa SPARK levantou que o percentual de agricultores que utilizam inoculantes em soja era 70% em 2016, crescendo para 78% em 2017 e para 82% em 2018.

O uso de inoculantes rende ao país, por ano, uma economia de R$24,9 BILHÕES que deixam de ser gastos com fertilizantes nitrogenados.


Dos anos 60 para cá as mulheres vieram ocupando um espaço cada vez maior dentro da agricultura, sendo atualmente a área onde elas possuem maior presença (42%), dentro de empresas de consultorias, maquinários, laboratórios, insumos, indústrias de alimentos e aqui na Cromai não seria diferente, temos mulheres em todos os times e buscamos sempre mais para compor o nosso time.


Convidamos 5 colaboradoras para uma conversa, a fim de saber um pouco mais sobre as suas vivências e visões no mundo do agronegócio.


Vamos ler um pouquinho do que elas nos contaram?

Sabemos que o agronegócio quase sempre foi de predominância masculina e que este fato não se restringe apenas a este setor. No entanto, nas últimas décadas, este cenário tem mudado muito por conta do capitalismo e da globalização que estamos vivenciando. O impensável de algum tempo atrás torna-se cada vez mais comum, como por exemplo, uma mulher pilotar um maquinário agrícola, ocupar cargos técnicos e de liderança. Não só tornam-se comuns, como também se destacam cada vez mais em suas atividades, com novas visões estratégicas e estilos de gestão.

Como mulher, sei da capacidade que temos de realizar com excelência qualquer tipo de trabalho, e das qualidades que possuímos como: atenção nos mínimos detalhes, organização, comprometimento, força de vontade e determinação. Não só eu, como a maioria das mulheres, enfrentam no dia-a-dia algumas dificuldades relacionadas ao preconceito, desconfiança da nossa capacidade e até mesmo assédio. Todos estes obstáculos tornam-se motivo de mais orgulho em saber que, nós mulheres, estamos conquistando nosso espaço por merecimento.

Tenho em mente que o crescimento da presença feminina no mercado do agro é sinônimo de Revolução, pois ambientes que estimulam o desenvolvimento de profissionais, independentemente do gênero, tem mais poder de sucesso.

O agronegócio é uma das esferas fundamentais da economia brasileira, tanto em termos de produção de renda e emprego, quanto do auxílio para o desempenho da balança comercial do país. Acredito que, no Brasil, a inserção da mulher no agronegócio pode ter sido influenciada pela queda da taxa de natalidade que, por consequência, com a diminuição do número de filhos, as mulheres tem conseguido conciliar melhor o papel de mãe e trabalhadora.

Apesar do avanço das mulheres e satisfação com o trabalho, sinto que melhorias ainda são necessárias, tendo em vista que ainda existe desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Enquanto esta igualdade não vem, lembrem-se: lugar de mulher é onde ela quiser!


Estamos vivendo uma importante revolução, pois a cada dia que se passa a presença das mulheres no mercado de trabalho aumenta, inclusive no agro. Assim como nos demais setores, essa revolução vem acompanhada de inúmeros desafios! No entanto, por se tratar de um ambiente ainda predominantemente masculino, as mulheres que atuam no agronegócio acabam tendo que ter maior jogo de cintura para lidar com o preconceito e situações por vezes constrangedoras, além de provar diariamente que são tão boas quanto os homens que atuam no mesmo setor. O esteriótipo do sexo frágil precisa cair de uma vez por todas, pois nós mulheres somos tão capazes quanto os homens, precisamos apenas de espaço e credibilidade ao invés de cortes de fala e desconfiança a cerca de nosso trabalho.


Creio que muitos homens já deram o primeiro passo ao nos tratar de igual para igual, o que é ótimo, mas precisamos que além disso não se calem ao presenciarem companheiras de trabalho passando por situações constrangedoras ou desrespeitosas.

Por ser um ambiente ainda muito masculinizado, ser mulher no agro é um tanto quanto desafiador e exige uma certa resiliência. Na maior parte do tempo, a sensação que a gente tem é de que estamos sendo colocadas “à prova”, como se antes de qualquer coisa você precisasse provar do que é capaz e só aí passa a ser “confiável” - como alguém que pode resolver determinado problema. Infelizmente desconstrução não é algo que acontece do dia pra noite e precisamos seguir firmes na busca por equidade de gênero e reconhecimento pelas nossas entregas, apoiando o protagonismo feminino não só no agro, como em qualquer outra área de atuação!





No momento que entrei na graduação tive certeza o quanto o meio agrícola ainda é masculinizado, em uma das aulas com 40 pessoas, 4 eram mulheres. Era comum o corte de falas ou conversas paralelas enquanto uma mulher falava (e isso não acontece somente na faculdade). Agora vejo, que mesmo em pouco tempo, nós estamos conquistando e ocupando mais espaços, sem medo de dar nossas opiniões, sendo protagonistas, realizando entregas com excelência e buscando nosso reconhecimento. Muita coisa mudou, mas acredito que ainda há muita mudança para acontecer, já que em vários lugares as mulheres precisam entregar 200% para que seu trabalho seja reconhecido, tendo que provar que conseguem fazer isso e aquilo, enquanto os homens fazem metade (ou menos) do trabalho. Ainda presenciamos situações desconfortáveis e imagino que o caminho seja não nos calar nesses momentos, até que um dia isso não aconteça mais. Devemos continuar lutando pelos nossos espaços (em toda e qualquer área)! O agronegócio tem muito a ser melhorado e nós iremos fazer parte dessa mudança

Grande parte do mercado da Cromai hoje é voltado para usinas de cana de açúcar, local que ainda é predominantemente masculino principalmente quando tratamos sobre a área agrícola. O dia a dia de campo e as visitas explicitam de maneira clara e transparente o quanto ainda precisamos evoluir e nos desenvolver como sociedade nesta questão. Além de se ter pouca presença de mulheres, às vezes elas estão lá, mesmo que em minoria, mas geralmente se encontram na cafeteria e secretaria, ou dentro de uma área de tecnologia (mas só dentro do escritório, tá?). Raramente as mulheres estão em desenvolvimentos corporativos e posições de liderança; ou até mesmo onde se encontra o “trabalho mais pesado” de campo, como por exemplo em frentes de colheita ou das tratativas culturais. Quando achamos uma ou outra com essas atribuições, é porque precisaram adotar uma postura mais dura para que pudessem ganhar a confiança ao seu redor e ser ouvida.

Este é um caminho que muitas vezes nos encontramos sozinhas, convivendo diariamente num ambiente cercado de homens, mas que trilhamos com perseverança e esperança de que estamos fazendo a diferença e abrindo portas facilitando a chegada de novas mulheres onde estamos.

E como acreditamos que todo progresso vem do trabalho em equipe , seguimos fortemente com o nosso valor de #NãoHáAvançoSemColaboração bem como, com muito leveza e empatia no dia-a-dia #TranspiramosBomHumorSintetizamosBemEstar.


Texto redigido por:

Iara Rodrigues - Analista de Gente e Gestão

Maressa Murbach - Auxiliar de Gente e Gestão

Participação especial das colaboradoras:

Agatha Ueno - Estagiária em Sales Engagement

Camila Reis - Analista de Sucesso do Cliente

Késya Alves - Estagiária de Sucesso do Cliente

Leticia Ivanovici - Analista de Projetos

Luane Nicodem - Executiva de Vendas











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